Fotografia por Gregory Colbert

Sejam muito bem-vindos ao Animalis Causa!

Este espaço foi criado com o objetivo primordial de ser inserido no último ponto do programa de Filosofia do 10º ano designado “Temas/problemas do mundo contemporâneo – Outros” (não descurando o facto de estar também intrinsecamente ligado ao subtema da responsabilidade ecológica). Queremos, essencialmente, dar a conhecer aos estudantes os conteúdos de uma área emergente, a Filosofia Animal, de uma forma apelativa e clara. Aqui, encontrarão abordagens ao alargamento do círculo moral aos animais não-humanos, às origens animais do comportamento moral e ainda aos animais enquanto sujeitos de cultura.

Esperamos, sinceramente, que o nosso blogue faça os estudantes refletirem sobre um tema que tem ganho cada vez mais adeptos e que, através das nossas publicações, consigam consolidar a sua capacidade de construir e apresentar os seus próprios pensamentos. Afinal, o que quer a Filosofia senão suscitar em cada um a vontade de argumentar sobre os assuntos do dia-a-dia de uma forma verdadeiramente sólida?

terça-feira, 30 de abril de 2013

Receita de Migas à Alentejana Vegetarianas


Só para quem pensa que os vegetarianos não podem comer migas à alentejana...!!!

Receita de Migaà Alentejana Vegetarianas
Ingredientes:
  • 1 pão alentejano
  • Azeite
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 folha de louro
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
Preparação:

Demolhar 1 pão alentejano (colocar o pão em água)
Espreme-lo muito bem, (retirar toda a sua água)
Numa frigideira aquecer azeite, alho picado (3 dentes) 1 folha de louro e, 1 colher de sopa massa de pimentão.
Envolver o pão na frigideira (dando várias voltas, apertando de um lado para o outro) até criar um bloco sólido.
Servir numa travessa com rodelas de laranja.

Sugestão: acrescentar espargo verdes ou pimentos, ou qualquer outro legume ou erva aromática do vosso agrado, no azeite antes de colocar o pão.
Colocar coentros picados.



Esta receita foi retirada de: http://www.saborintenso.com/f11/migas-alentejana-vegetarianas-35261/

Frans de Waal: Moral behavior in animals


As Origens Animais da Cultura - Para uma Reabilitação do Estatuto dos Animais Não-Humanos segundo Dominique Lestel

Este trabalho tem como objetivo repensar a relação entre os animais humanos e os animais não-humanos e apresentar argumentos a favor da ideia de que os últimos também são portadores de cultura. A “Etologia Contemporânea” tem desempenhado um papel fundamental neste sentido, mostrando que estes seres não são meros robôs. A chamada “revolução invisível” permite compreender que os animais também podem ser rotulados de “sujeitos”, pois organizam o seu comportamento em função de razões plausíveis. O uso de certos instrumentos e a forma como comunicam justificam esta mesma asserção. Hoje, estamos em posição de perceber, tal como Dominique Lestel, que as “comunidades hibridas” não são utópicas.

Algumas aceções sobre o estatuto moral do animal - A partir de “O Estatuto Moral do Animal”, de Ana Lúcia Cruz



Uma reflexão profunda e objetiva sobre o especismo e as suas implicações adjetiva-se, cada vez mais, de “urgente”. Afinal, este termo conduz a um erro que traz consigo implicações injustas: a negação do estatuto moral dos animais não-humanos. Através da teoria do utilitarista Peter Singer tentaremos provar que seres como um macaco, um cão ou uma galinha sofrem e que o critério da senciência é suficiente para os tomarmos, desde logo, como seres merecedores do nosso respeito. Já o abolicionista Tom Regan defende a ideia de que os animais são sujeitos-de-uma-vida e que possuem, por isso mesmo, direitos morais básicos. Apesar de terem teorias bastante distintas, a verdade é que estes dois autores conseguem mostrar-nos, através de argumentos bem fundamentados, que a espécie humana não tem motivos plausíveis para se considerar superior.